9 Regras Para Um Casamento Feliz
O cotidiano agitado das pessoas, aliado á grande facilidade de obter o divórcio (segundo dados de uma pesquisa, a cada quatro casamentos, ao menos um acaba em divórcio), tem diminuído a duração das uniões matrimoniais. Hoje, o tempo médio de duração dos casamentos brasileiros é de apenas cinco anos, três vezes menor do que era há dez anos. Para se ter um casamento pleno, as crises são necessárias, já que são elas que vão servir como termômetro para o casal medir a quantas anda o relacionamento. Um relacionamento que dá certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias. A seguir, acompanhe os nove passos para você ter um casamento feliz!
1- Nunca se endivide. Tudo o que é barato, por mais barato que seja, se você não precisa, é caro!
2- Não deixe acabar o diálogo no namoro, o casal conversa por horas no portão ou pelo telefone. Recupere este hábito sempre, e nunca responda com monossílabos como ''Sim'', ''Não'', ''É'', ''Tô'', ''Vou''etc.
3- Não deixe acabar o romantismo. Não basta acender a fogueira, tem de colocar lenha para o fogo continuar a arder!
4- Não se esqueça de datas especiais, e não se canse de dizer Ëu te Amo''.
5- Tenha uma vida sexual ativa.
6- Deixe claro que família está sempre em primeiro lugar na sua vida.
7- Aprenda a perdoar. Não exija a perfeição - Que você não tem - no parceiro.
8- Não trabalhe demais. Tire, pelo menos, um dia de folga por semana. Faça ''Breaks''a cada três meses. Lembre-se de que o diabo não tira férias, mas vive no inferno.
9- Cultive a espiritualidade!
Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: ''Jamais desista'', Editora Vida e ''Transformando lágrimas em vinho
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A Constituição da Família e Curiosidades
A origem
A família é tão importante dentro do plano de Deus que foi a única instituição criada par ele antes da queda humana. A família é essencial ao desenvolvimento humano, e por isso, ao criar o homem, Deus instituiu a família. Ao institui-la o Eterno estava lançando a base sobre a qual se construiria e se preservaria a sociedade humana.
Todavia, o homem pecou, caiu. E assim a família sofreu graves conseqüências.,
A criação da família surge coma resposta de Deus á inadequação do homem a solidão, já que este fora criado para se relacionar. O Senhor não apenas realizou o casamento do primeiro casal, mas também o instituiu como modelo para toda raça. Inicialmente a família é constituída de homem e mulher criados á imagem e semelhança de Deus como seres relacionais e, por isso mesmo com capacidade de união a tal ponto de se tornarem uma só carne.
Num segundo momento a família é acrescida de filhos, aumentando-se assim a gama de relacionamentos.
II. PROPÓSITO DA FAMÍLIA
Companheirismo e complementação mútua do casal, Gn 2:18,I Co11:9,11
Satisfação amorosa e mútua do casal, Ec 9:9; Propagação do gênero humano, Gn 1:28; Preservação da pureza moral, na família e na sociedade, I Co 7:2;
Estabelecimento do lar, Mt 19:5; Ser um meio de falar de Cristo e da Sua igreja, Ef 5:31-32.
III. PRESERVAÇÃO
Apesar de todo ataque do inimigo e o conceito equivocado da sociedade decadente e imoral, de que o casamento é uma instituição fadada ao fracasso, a verdade é que a família enquanto viver no modelo estabelecido por Deus, e repudiar o padrão de liberdade falido do mundo, tão bem caracterizado nas novelas, será indestrutível.
I. A partir do século XVIII, o mais emblemático dos elementos simbólicos de um matrimônio é o próprio vestido de noiva, imediatamente associado ao véu e à grinalda - uma referência clássica que remonta aos atributos em coroa dos deuses da Grécia e de Roma - e aos anéis que se entregam reciprocamente.
O véu da noiva nem sempre foi branco como o não é ainda entre outras culturas não ocidentais. No mundo latino o véu era cor de laranja avermelhado, a cor do fogo, simbolizando a chama do amor que se deve alimentar no dia a dia para se manter acesa e flamejante. O branco é para as noivas porque as deusas e as rainhas o trajavam e porque reforça a idéia de donzela pura, romântica inocente.
II. Era costume atirar grãos de arroz sobre os noivos na saída da igreja é um costume europeu, que significa o desejo de que a noiva seja fértil. Antes do arroz era comum jogar trigo ou qualquer tipo de cereal.
Já em Roma, o bolo tinha um significado especial. Ele era preparado com água, pão de trigo e sal e comido cerimonialmente pelos noivos, uma vez que simbolizava vida a ser conjugada pelo casal a partir do casamento.
III. A palavra Boda, que significa comemoração, (pronuncia-se "bôda"), é designada para comemorar aniversário de casamento em determinados anos. Aqui no Brasil. é costume dizer Bodas no plural. As bodas de prata (vinte e cinco anos) e de ouro (cinqüenta) são as mais conhecidas e comemoradas. Eis a relação:
01. Qual a origem da Lua de Mel?
Na antiguidade, quando os casais se casavam e iam para casa para a noite de núpcias, os vizinhos e parentes desenhavam uma lua com mel na porta da casa para dar sorte. Daí a expressão "lua de mel".
Outros dizem que havia entre os germanos o hábito de casar-se na lua nova, e, na oportunidade, os noivos levavam para beber sob o luar, o hidromel (água com mel). Daí a expressão: lua-de-mel.
02. Porque a noiva leva um ramo de flores?
Porque as flores simbolizam a vida, o crescimento e a fertilidade.
03. Porque a noiva entra à direita e também sai pela direita?
Porque biblicamente estar à direita quer dizer sinal de honra e submissão à esta pessoa.
04. Porque o noivo não pode ver a noiva vestida antes da cerimônia religiosa?
Porque segundo esta tradição remota aos ritos primitivos, ninguém podia ver uma jovem antes de ela passar completamente para o grupo das mulheres e contemporaneamente existe outras razões, entre elas o elemento surpresa.
05. Porque é que se dá uma festa de casamento?
As festas são tão antigas quanto os ritos de casamento. Por exemplo, na cultura da Antiga Grécia o casamento era a única cerimônia em que as mulheres podiam participar. Nos tempos mais modernos, possuem outras razões.
06. Porque é que se faz um brinde?
A bebida esteve sempre relacionada com o casamento. Nos antigos ritos, o vinho era a bebida utilizada e é referenciada na Bíblia, mas o primeiro registro de um brinde remonta a uma festa de casamento dos Saxões no ano de 450, Antes de Cristo.
07. Porque é que há um bolo de casamento?
Os bolos sempre estiveram associados aos casamentos ao longo da história. Os romanos partilhavam um bolo confeccionado com farinha, sal e água. O partir do bolo pelos noivos simboliza que eles irão repartir o futuro.
08. Que a entrega do buquê representa a despedida da noiva?
Ela deve jogá-lo pouco antes de ir embora, ou pode também dá-lo de presente a uma amiga solteira.
09. Que para as solteiras, um dos momentos mais interessantes de uma festa de casamento diz respeito ao momento em que a noiva atira o buquê. Tudo porque acreditam que quem o apanhar será a próxima a casar.
10. Que o véu significa o recato e a castidade.
11. Que a coroa ou a grinalda tornou-se tradição para os cristãos e eslavos.
12. Que um dos símbolos mais antigos do casamento é a aliança, que já era usado pelos hebreus, se tornando costume da antiga Roma e mais tarde dos cristãos do Oriente e do Ocidente.
01 Ano - Bodas de Papel
02 Anos - Bodas de Algodão
03 Anos - Bodas de Frutos/Flores
04 Anos - Bodas de Seda
05 Anos - Bodas de Madeira
06 Anos - Bodas de Açúcar/Perfume
07 Anos - Bodas de Lã
08 Anos - Bodas de Papoula/Bronze
09 Anos - Bodas de Vime/Cerâmica
10 Anos - Bodas de Estanho
11 Anos - Bodas de Topázio
12 Anos - Bodas de Ônix
13 Anos - Bodas de Safira
14 Anos - Bodas de Quartzo
15 Anos - Bodas de Cristal
16 Anos - Bodas de Turmalina
17 Anos - Bodas de Âmbar
18 Anos - Bodas de Ágata
19 Anos - Bodas de Água Marinha
20 Anos - Bodas de Porcelana
21 Anos - Bodas de Zinco
22 Anos - Bodas de Louça
23 Anos - Bodas de Marfim
24 Anos - Bodas de Turquesa
25 Anos - Bodas de Prata
26 Anos - Bodas de Alexandria
27 Anos - Bodas de Crisopásio
28 Anos - Bodas de Hematita
29 Anos - Bodas de Lã
30 Anos - Bodas de Pérolas
31 Anos - Bodas de Nácar
32 Anos - Bodas de Pinho
33 Anos - Bodas de Crizo
34 Anos - Bodas de Oliveira
35 Anos - Bodas de Coral
36 Anos - Bodas de Cedro
37 Anos - Bodas de Aventurinha
38 Anos - Bodas de Carvalho
39 Anos - Bodas de Mármore
40 Anos - Bodas de Rubi
41 Anos - Bodas de Aço
42 Anos - Bodas de Linho
43 Anos - Bodas de Azeviche
44 Anos - Bodas de Carbonato
45 Anos - Bodas de Platina
46 Anos - Bodas de Alabastro
47 Anos - Bodas de Jaspe
48 Anos - Bodas de Granito
49 Anos - Bodas de Heliotrópico
50 Anos - Bodas de Ouro
51 Anos - Bodas de Bronze
52 Anos - Bodas de Argila
53 Anos - Bodas de Artimênia
54 Anos - Bodas de Níquel
55 Anos - Bodas de Ametista
56 Anos - Bodas de Malaquita
57 Anos - Boas de Lápis Lazuli
58 Anos - Bodas de Vidro
59 Anos - Bodas de Cereja
60 Anos - Bodas de Jade
61 Anos - Bodas de Cobre
62 Anos - Bodas de Telunta
63 Anos - Bodas de Sândalo
64 Anos - Bodas de Fabulita
65 Anos - Bodas de Ferro
66 Anos - Bodas de Ébano
67 Anos - Bodas de Neve
68 Anos - Bodas de Chumbo
69 Anos - Bodas de Mercúrio
70 Anos - Bodas de Vinho
75 Anos - Bodas de Diamante
80 Anos - Bodas de Nogueir
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As Conseqüências das Crises Familiares
Porque a toxicomania está sendo considerada o mal do século? Em 1987 eu tive a oportunidade de dirigir uma instituição para recuperação de jovens toxicômanos. Foi uma experiência muito gratificante em, meu ministério.
A maioria dos jovens que ministrei naquela casa de recuperação não conseguiram administrar crises relacionados com seus pais, utilizando a droga como meio de fuga para resolver seus problemas familiares.
Esses conflitos familiares que a princípio podem parecer normais (e o seriam se fossem encarados assim desde a tenra idade) podem gerar traumas, desavenças incompreensão, falta de diálogo, distanciamento entre os componentes da família, com as mais terríveis e inesperadas conseqüências.
As drogas têm sido uma forma de fuga da juventude de nossos dias, através das quais, grande parte busca esquecer ou confrontar seus problemas que, de uma ou outra forma, tiveram origem em um lar.(Os problemas familiares que não são resolvidos em casa causam o efeito cascata na maioria dos jovens.
Um estudo divulgado pelo The National Institutes oh healt, Education & Behavior. Bruce Simons-Morton, um dos autores do estudo, disse que as companhias exercem a mais poderosa influência sobre os jovens com relação aos vícios. “Nas sexta, sétima ou oitava séries, os jovens têm nove vezes mais chance de fumar e cinco vezes mais chance de beber se tem dois ou mais amigos com esses hábitos”afirmou Simons-Morton, que estuda há anos questões sobre juventude e saúde.
O estudo também descobriu que a simples associação com fumantes ou pessoas que bebem exerce uma influência ainda mais forte do que se alguém oferece cigarro ou bebida para um adolescente. Os resultados do estudo estão baseados em dados coletados por uma investigação confidencial sobre fumo e bebida, realizado com 4,2 mil adolescentes de sexta e sétima séries.
Os autores do estudo disseram que os pais podem fazer várias coisas para reduzir tais coisas para reduzir tal risco. É importante que os pais estejam envolvidos na vida de seus filhos, conhecer seus problemas, respeitar suas opiniões e ouvir suas idéias. (Gazeta do Povo 25 de Janeiro)
Violência doméstica
A violência doméstica tem preocupado os educadores, pois ela se acentua cada década. Desde o espancamento físico até as caras e bocas que marcam as agressões verbais que as vezes marcam mais do que uma violencia física.
A violência doméstica está sendo monitorada pela Universidade Federal de Minas Gerias (UFMG) um projeto dedicado a pais e filhos carentes, vítimas de desavenças familiares geradas por desemprego e alcoolismo, está tentando mudar o rumo da história de muitas crianças.
Segundo o professor do departamento de psicologia da Universidade Federal de Minas gerais Vítor Haase, a tendência é a de que os filhos reproduzam em suas relações o mesmo comportamento dos pais, por isso foi desenvolvido um projeto com 40 alunos de graduação de psicologia desenvolveram o modelo de intervenção da violência no Ambiente familiar e Escolar, projeto em execução há quase dois anos em duas das maiores favelas da capital mineira ( jornal do Brasil 19/11/2000) .
A delegada Darli Rafael declara que é papel imprescendível auxiliar as mulheres agredidas. Os dados informam que em agosto de 98 foram registrados 1031 delitos praticados contra a família. Em 99 foram 1360 e agora em 2000, foram 1707. Isto significa um aumento de 31,91% de 99 para 2000. ( pesquisa folha do boqueirão 04/10/99). Uma pesquisa feita pelo Jornal o Estado do Paraná em Curitiba que reflete o clima que vive as grandes metrópoles, sendo que Curitiba é umas das menos violenta de acordo com a pesquisa 1.321 ônibus foram depredados nas ruas de Curitiba este ano. Os educadores dizem que o âmago dessa crise se origina dentro de casa
O Divórcio
A separação de um casal quase sempre é muito sofrida: são muitos sonhos que se perdem, é um projeto de vida que deixa de existir, são mágoas e ressentimentos que crescem a cada segundo, os filhos são os que mais sofrem com a separação dos pais. Não dá para ser “pós- moderno” e dizer que, para os filhos, tanto faz se os pais estão juntos ou não.
Sim, para os filhos há uma grande diferença entre crescer com a presença dos pais sob o mesmo teto, crescer com a presença dos dois de forma alternada ou crescer com a presença de um só deles.
A terapeuta americana Judith S. Wallerstein ouviu os relatos das experiências de 131 filhos de pais separados. A da infância à idade adulta. Judith comparou as trajetórias de seus entrevistados com as de integrantes de famílias intactas e chegou a conclusão de que, ao contrário do que pregam os arautos da “nova família”, o divórcio faz mal, sim, as crianças e jovens. As conseqüências do divórcio afetam a trajetória natural da vida os filhos “a maioria dos filhos do divórcio atribui à separação dos pais grande parte de seus insucessos nos relacionamentos amorosos. A imagem negativa do casamento leva muitos a fazer péssimas escolhas e a fugir de compromissos”, salienta a terapeuta.( Pesquisa revista veja 13/12/2000)
Nos próximos capitulos, vamos consultar o manual do Fabricante, o Mentor da família, aquele que conhece todos os dramas da família, e sabe como fazer com que a família volte ao seu projeto original.
Tenho uma boa noticia para você. A crise é a oportunidade que você tem para reconstruir com esperança. Ela pode destruir uma família, mas também pode fazer com que as coisas ruins sejam acertadas mediante o esforço de cada cônjuge. Este livro não veio em sua mão por acaso. Deus vai usar como uma ferramenta para moldar sua casa, seu temperamento.
Leia esse livro com o coração aberto, esteja pronto a conhecer os princípios que Deus tem para você e sua família. Possivelmente a crise está instaurada e seu lar e você tenha desanimado.
Administrando a crise (sobrou alguma coisa?)
Pode ser que você ao ler este livro esteja pensando: “É a ultima coisa que eu vou tentar, se isto não der certo, desisto” Se esse é o seu pensamenro eu quero lhe dizer que; este livro não tem soluções mágicas, nem tem esta proposta, porque não existe família perfeita, e nada vai acontecer em sua vida se não existir uma firme determinação de tua vontade, para por em pratica os princípios aqui ensinados.
A Bíblia é a nossa regra de fé, e por ela devemos seguir. O Salmo 119 nos diz “Lâmpada para os meus pés, e luz para os meus caminhos”. Faça as avaliações? Sobrou alguma coisa? Sim, você está lendo essa mensagem , portanto você tem fé no teu coração, e esse é o material da reforma de tua vida familiar. A fé pode remover montanhas. Quando Jesus nos ensinou, que a “fé remove montanhas”, estava se referindo a situações que aos olhos humanos é impossível. Evidentemente que Jesus não estava ensinando os seus discípulos a mudar a situação geográfica da Palestina. O que Ele estava se reportando a situações tão sólidas e resistentes como montanhas em nossa vida, mas fé pode remover essas montanhas para dentro do mar.
Tenha limites em teus desejos
Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém, já disse o Apóstolo Paulo referindo-se aos desejos que afloram no nosso conciente. O desejo de ter. Há uma relação do “ter”com o “ser”como se fosse necessário “ter”para “ser”. A vida nos ensina que “ser”é mais importante do que “ter”. Num mundo onde você vale o quanto pesa,o desejo de obter sucesso a qualquer preço se tornou uma obsessão para muitos. O Apóstolo Paulo diz o que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Ter dinheiro não é errado, mas condicionar a vida como se tudo dependesse dele é errado. Relacionamentos sinceros não se compram com dinheiro. Amizades verdadeiras se conquista. O valor da verdadeira amizade é o maior tesouro que um homem ou uma mulher pode receber na vida. Você não precisa ter mil coisas para ser feliz. Para ser feliz, é necessário não deixar se dominar por algumas coisas. O que conta realmente nessa vida é o que nos realiza como seres humanos. A beleza interior é a saúde da alma. Estabeleça critérios para se obter coisas. Os desejos são o apetite do coração se você cuidar do coração ele te dará sábia direção ( Provérbios 4:23).
A grande verdade a respeito disso é que cada dia deve ser vivido com o desejo de viver bem com o próximo e estar de bem com a vida e satisfeito com as conquistas realizadas no dia de ontem que se foi. O dia de hoje representa novas conquistas. A vida faz com que você mate um leão por dia. É impossível prever quanto tempo iremos viver, mas é possível viver remindo o tempo, para que ele não te mate.
Evite a escalada da discussão
Não vá para a cama aborrecido
Ria dos seus aborrecimentos
Concorde com a discordância
Ponha as coisas na perspectiva correta
Faça as pazes com as briguinhas
Mais ação menos palavras
Aceite as pessoas como elas são
Faça o orçamento doméstico
Tenha reunião de família
A importância do culto doméstico
Pedro Luiz Almeida
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Casar é fácil. Difícil é permanecer casado e viver feliz em meio à rotina do casamento. Nossas atitudes devem revigorar a chama da felicidade , trazendo luz e calor nos momentos de frieza e nas horas escuras das dificuldades. Mas, na prática, acontece o inverso.
Muitos se casam por motivações erradas: ter direito de usufruir do sexo ilícito, fugir dos problemas familiares, sair da tutela e vigilância de pais opressores, ter uma pessoa com quem compartilhar despesas, dar nome a um filho indesejado, satisfazer as exigências da sociedade, ser dono do próprio nariz, encontrar a felicidade.
No entanto, ainda que sua escolha tenha acontecido por razões incompatíveis com o amor, separar-se nunca é a melhor solução. Não desista! Erros passados não anulam o direito de ser e de fazer o outro feliz. "E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem (Marcos 10:8,9).
Separação nunca foi e jamais será o plano de Deus. Divórcio só acontece por causa da dureza do coração do homem. "Disse-lhes ele [Jesus]: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim" (Mateus 19:8).
É a dureza do coração irreconciliável que aventa a possibilidade da separação. O divórcio sempre promete mais do que produz. Em vez de estimulada com palavras e atos irracionais, a separação deve ser banida do relacionamento a partir do perdão e da tolerância.
Antes do divórcio, o Altíssimo ensina acerca do perdão, da reconciliação, do amor e da paz. Por causa da dureza do coração, a misericórdia de Deus tolera a separação. No entanto, a vontade absoluta do Senhor é frustrada com o divórcio. Jesus gostaria que o casamento jamais chegasse ao fim.
A separação quebra a união feita na presença do Senhor. O rompimento desse pacto traz resultados drásticos, tanto para o casal como para os filhos e os parentes. As feridas abertas enfrentam uma longa e dolorosa jornada para a cura.
O casamento é um pacto de fidelidade pelo qual ambos os cônjuges prometem viver lado a lado na alegria e na tristeza, na fartura e na pobreza, na saúde e na doença, na juventude e na velhice; fiéis um ao outro nos melhores e nos piores momentos. O que diz a Palavra do Senhor? "Não quebrarei o que saiu dos meus lábios" (Salmo 89:34).
Lute pelo seu casamento, independente da pessoa com a qual você se uniu. Não perca a esperança. Nada é impossível para Deus. Ele é o Todo-poderoso que pode curar a sua dor, sarar as suas feridas e arrancar o veneno de seu coração. Se Ele quiser, pode operar algo inesperado, e trazer a solução.
Não queira operar o milagre que somente Deus pode fazer. Não há nada que Ele não possa executar. O Criador tem poder para tirar você de um lugar de infelicidade e colocá-lo num palácio maravilhoso, onde reinam o amor, a paz, a alegria de um coração feliz, amável, perdoado e perdoador.
Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: "Jamais desista", Editora Vida e "Transformando lágrimas em vinho", Editora MK
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'Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa' (Eclesiastes 4: 9-12).
O texto que abre a nossa reflexão foi escrito por Salomão, filho do rei Davi, e que foi considerado o homem mais sábio de todos os tempos. A passagem serve-nos de exemplo, quando vemos Salomão nos falar de um relacionamento consistente entre duas pessoas, com alvos e propósitos definidos. Mas quando olho para o texto me pergunto: por que ele não é realidade na vida de muitos casais? O que estamos presenciando em nossos dias é, infelizmente, o oposto dessas palavras proferidas por Salomão.
Veja bem que o texto eclesiástico mostra ao homem a importância que tem o casamento em sua vida: “melhor é serem dois do que um”. O valor do matrimônio e a constituição de uma nova família estão expressos em todas as letras e devem ser o alvo primeiro de todo cristão. E por quê? Porque juntos resistirão aos dias maus, às gigantescas ondas que se alevantam, às tempestades horrendas e à solidão. Porém é impressionante como, mesmo depois de casados, muitos casais vivem solitários dentro de um mesmo universo e passam, individualmente, a querer lutar contra os obstáculos do dia-a-dia e a buscar os seus próprios interesses.
As casas de muitos casais se tornaram como as grandes metrópoles brasileiras: povoadas, porém, focos de grande solidão. São pessoas que vivem debaixo do mesmo teto, fazem as suas refeições juntas, dormem lado a lado na mesma cama, fazem sexo quase que diariamente, caminham de mãos dadas, entretanto, mantêm uma distância emocional, espiritual e íntima enormes. Conversam, mas não se comunicam. Moram juntas, mas ainda não constituíram o verdadeiro lar. E esse paradoxo tem refletido negativamente na vida de muitos solteiros, que dizem: “se muitos casados vivem solitários, então é melhor me sentir solitário sozinho”. Alguém já escreveu que a pior solidão é a que se manifesta entre duas pessoas.
Creio, como conselheiro familiar, que o casamento foi o antídoto criado por DEUS para combater a solidão: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda” (Gênesis 2:18). O objetivo de DEUS, como vimos, é não tornar o homem solitário. Então vamos aqui levantar alguns fatores porque isso acontece em muitos casamentos hoje em dia e, também, “receitar alguns remédios” para combater esse vírus, que tem destruído casamentos.
1) Idéia errada de casamento – muitas pessoas nutrem o desejo de se casar, crendo, infelizmente, que o casamento é uma etapa da vida isenta de tribulações e dificuldades. Quando eu era menor ouvia muito dizer que “casar é viver um mar de rosas”. Essa ideia equivocada de casamento é frustrada quando fortes obstáculos surgem na vida do casal, o qual, por não ter construído antes uma base conceitual real do matrimônio, logo deseja “pendurar as chuteiras”. Observe o versículo: “as muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo (...)” (Cantares 8:7). “Não poderiam...”, ou seja, podem, sim, abalar o amor. A responsável por oferecer essa base aos jovens namorados e noivos é a própria igreja, o ministério de família. Mas, infelizmente, em muitas denominações o tema família está em segundo e terceiro planos, ofuscando a importância do tema para a vida espiritual do cristão. Casamento, consciente das dificuldades e do interesse de um ajudar o outro, é maravilhoso; mas não é um mar de rosas. Os noivos precisam ser bem preparados com relação ao que vão enfrentar adiante; antes de tomarem uma decisão que será única em suas vidas. Precisam saber, por exemplo, que casamento não é apenas energia sexual depositada e que só a morte pode destituí-lo. Muitos querem se casar achando que, se não der certo, poderão buscar o caminho da separação e do divórcio como alternativa, e se casarem de novo com outra pessoa. Um casamento pressupõe agora compromisso com as coisas do mundo. Por essa razão, o apóstolo Paulo escreveu: “de sorte que o que a dá em casamento faz bem, mas o que não a dá em casamento faz melhor ainda” (1 Coríntios 7:38). Costumo dizer que o casamento é a fase da vida mais bombardeada pelo diabo. Destruir as famílias é a meta primeira do inimigo de nossas almas. Quando ele quebra o alicerce familiar, toda uma estrutura vem abaixo, afetando pais, filhos, sociedade, igreja e gerações. Certa vez ao participar de um noivado, eu perguntei aos noivos: “hoje a referência espiritual que um tem do outro é a melhor possível. Mas os dois estão preparados para, por exemplo, suportarem a infidelidade conjugal durante o casamento?” Eu não quis levar uma ideia pessimista do matrimônio. Ao contrário, meu objetivo foi despertá-los para uma possível realidade.
2) O casal desconhece o papel de cada um no contexto familiar – como disse anteriormente, depois de casados, e depois da lua-de-mel, e depois dos primeiros meses, aí vem a realidade de uma maneira mais clara e decisiva sob as vistas, meio frustradas, do homem e da mulher. Cada qual procura resolver do seu jeito os problemas que vão surgindo. Algumas vezes até conseguem. Na maioria, entretanto, esses problemas vão se tornando uma “bola de neve” e se juntando a outros grandes problemas. As responsabilidades na vida do marido e da esposa se misturam. Um termina, inconscientemente, assumindo o papel do outro. E para não querer apresentar à igreja uma imagem de derrotados; de que o casamento fracassou, simplesmente se isolam em suas torres de marfim. São casados; são felizes, apenas na aparência. É uma vida de casados de hipocrisia, que, com certeza, não conseguirá ir muito longe. A Bíblia diz claramente que a esposa é a ajudadora do marido, e que este é o cabeça do lar, aquele que responde sabiamente pelas decisões finais. DEUS não casa pessoas e os entrega ao relento. DEUS é Pai zeloso: une e mostra todos os caminhos para a felicidade. Durante o casamento as duas principais ordenanças de DEUS são rompidas: a mulher em ser submissa ao seu marido; e o marido em amar a esposa como Cristo amou a sua igreja. Quebradas essas ordenanças, o casal parece não mais falar a mesma língua, vivem como adversários ou inimigos dentro de uma casa. Recordo-me de uma esposa que tudo que ia fazer em prol do casal perguntava ao marido antes se podia fazer. Ele, por outro lado, tratava-a como princesa. Essa união passou a ser referência na sociedade e se refletiu nos casamentos dos filhos. Cada qual se espelhou em seus pais, sabia bem o que deveria fazer, as responsabilidades de um e de outro, o respeito à Palavra de DEUS. O contrário dessa família também é verdade. Pais que não leem e não cumprem os conselhos de DEUS provavelmente sucumbirão ao fracasso e constituirão gerações também fracassadas.
3) A dificuldade de conviver com as necessidades do outro – cada pessoa possui necessidades emocionais, pessoais (profissionais, sexuais etc.) e espirituais. Mas DEUS planejou para que todas essas necessidades fossem supridas dentro de um contexto familiar. Quando um casal resolve se casar, dificilmente, pensa nas necessidades um do outro, ainda menos, em como supri-las, resultando numa infidelidade. Então, surge, na história do casal, uma “terceira pessoa”, que não necessariamente é um homem ou uma mulher, mas a busca incessante por um projeto pessoal, uma carreira, um sonho etc. Ambos começam a lutar pelos seus sonhos de maneira individual, egoísta, e se afastam imperceptivelmente do sentido da unidade familiar. Muitos dos casos que tenho recebido em palestras e em atendimentos se referem à área sexual. Mas também já vi até filhos se tornarem o motivo desse distanciamento. Alguns vínculos precisam ser construídos durante o casamento: vínculo do respeito, da confiança, do amor e da intimidade. Se algum desses vínculos foi quebrado, precisa urgentemente ser refeito. Não é verdade que, quando se quebra uma vez o vínculo da confiança, é impossível tê-lo outra vez. Com um pouco de esforço, interesse e determinação, é possível, sim, confiar outra vez. A humildade é o ponto de partida disso. Se você ainda tem a possibilidade de refazer os vínculos com o seu cônjuge, não perca mais tempo. Chame-o para uma conversa, seja amável, humilde, diga que está disposta ou disposto em construir uma nova história, deixando as coisas erradas do passado para trás, antes que os problemas se tornem maiores e resultem em uma separação.
Bem, levantei apenas alguns fatores. Vejamos agora alguns conselhos:
1) Nunca perca o sentido da unidade familiar. Embora seja natural que cada um tenha os seus próprios sonhos, mas estes não podem ser um fator desagregador do casal. Eles devem ser partilhados e correspondidos mutuamente;
2)O casal deve participar sempre que puder de congressos e encontros destinados à família. É uma maneira de reciclar, de inovar. A leitura de bons livros da área também ajuda bastante. Deve também passear, viajar, estar juntos em outras circunstâncias.
3)Pense que sempre há solução para os problemas. Algumas vezes as dificuldades se tornam eternas porque não sabemos como lidar com elas. Então, aqui, deixo como alternativas o diálogo, a cumplicidade, a dedicação, a paciência, a amizade e, enfim, o maior de todos, o verdadeiro Amor.
Muitas pessoas dizem que a família é a prioridade maior de suas vidas, mas quando olho para as suas agendas, vejo o quanto isso não é verdade. Há tempo e espaço para tudo, menos para o essencial. Muitos estão correndo atrás do sucesso financeiro e estão com sua família à beira do abismo. A vida familiar tornou-se uma rotina; e DEUS Aquele a quem se busca esporadicamente nos cultos aos domingos, quando se vai. É por isso que o maior companheiro não é o outro, mas a solidão. Sem DEUS o casal não pode chegar a lugar algum. Daí a razão de, no texto de abertura de nosso estudo, o autor falar em um cordão de três dobras, ou seja, a presença de JESUS na vida do casal. A terceira dobra é JESUS solidificando a relação a três. Onde JESUS está não há cordão que se arrebente nem lar que viva em solidão. Ainda que o casal tenha toda a instrução da ciência; dos homens; sem JESUS de nada adianta. Veja o que escreveu o apóstolo Paulo: “Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). Que DEUS nos abençoe
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'Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho: se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa' (Eclesiastes 4: 9-12).
O texto que abre a nossa reflexão foi escrito por Salomão, filho do rei Davi, e que foi considerado o homem mais sábio de todos os tempos. A passagem serve-nos de exemplo, quando vemos Salomão nos falar de um relacionamento consistente entre duas pessoas, com alvos e propósitos definidos. Mas quando olho para o texto me pergunto: por que ele não é realidade na vida de muitos casais? O que estamos presenciando em nossos dias é, infelizmente, o oposto dessas palavras proferidas por Salomão.
Veja bem que o texto eclesiástico mostra ao homem a importância que tem o casamento em sua vida: “melhor é serem dois do que um”. O valor do matrimônio e a constituição de uma nova família estão expressos em todas as letras e devem ser o alvo primeiro de todo cristão. E por quê? Porque juntos resistirão aos dias maus, às gigantescas ondas que se alevantam, às tempestades horrendas e à solidão. Porém é impressionante como, mesmo depois de casados, muitos casais vivem solitários dentro de um mesmo universo e passam, individualmente, a querer lutar contra os obstáculos do dia-a-dia e a buscar os seus próprios interesses.
As casas de muitos casais se tornaram como as grandes metrópoles brasileiras: povoadas, porém, focos de grande solidão. São pessoas que vivem debaixo do mesmo teto, fazem as suas refeições juntas, dormem lado a lado na mesma cama, fazem sexo quase que diariamente, caminham de mãos dadas, entretanto, mantêm uma distância emocional, espiritual e íntima enormes. Conversam, mas não se comunicam. Moram juntas, mas ainda não constituíram o verdadeiro lar. E esse paradoxo tem refletido negativamente na vida de muitos solteiros, que dizem: “se muitos casados vivem solitários, então é melhor me sentir solitário sozinho”. Alguém já escreveu que a pior solidão é a que se manifesta entre duas pessoas.
Creio, como conselheiro familiar, que o casamento foi o antídoto criado por DEUS para combater a solidão: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora que lhe corresponda” (Gênesis 2:18). O objetivo de DEUS, como vimos, é não tornar o homem solitário. Então vamos aqui levantar alguns fatores porque isso acontece em muitos casamentos hoje em dia e, também, “receitar alguns remédios” para combater esse vírus, que tem destruído casamentos.
1) Idéia errada de casamento – muitas pessoas nutrem o desejo de se casar, crendo, infelizmente, que o casamento é uma etapa da vida isenta de tribulações e dificuldades. Quando eu era menor ouvia muito dizer que “casar é viver um mar de rosas”. Essa ideia equivocada de casamento é frustrada quando fortes obstáculos surgem na vida do casal, o qual, por não ter construído antes uma base conceitual real do matrimônio, logo deseja “pendurar as chuteiras”. Observe o versículo: “as muitas águas não poderiam apagar esse amor nem os rios afogá-lo (...)” (Cantares 8:7). “Não poderiam...”, ou seja, podem, sim, abalar o amor. A responsável por oferecer essa base aos jovens namorados e noivos é a própria igreja, o ministério de família. Mas, infelizmente, em muitas denominações o tema família está em segundo e terceiro planos, ofuscando a importância do tema para a vida espiritual do cristão. Casamento, consciente das dificuldades e do interesse de um ajudar o outro, é maravilhoso; mas não é um mar de rosas. Os noivos precisam ser bem preparados com relação ao que vão enfrentar adiante; antes de tomarem uma decisão que será única em suas vidas. Precisam saber, por exemplo, que casamento não é apenas energia sexual depositada e que só a morte pode destituí-lo. Muitos querem se casar achando que, se não der certo, poderão buscar o caminho da separação e do divórcio como alternativa, e se casarem de novo com outra pessoa. Um casamento pressupõe agora compromisso com as coisas do mundo. Por essa razão, o apóstolo Paulo escreveu: “de sorte que o que a dá em casamento faz bem, mas o que não a dá em casamento faz melhor ainda” (1 Coríntios 7:38). Costumo dizer que o casamento é a fase da vida mais bombardeada pelo diabo. Destruir as famílias é a meta primeira do inimigo de nossas almas. Quando ele quebra o alicerce familiar, toda uma estrutura vem abaixo, afetando pais, filhos, sociedade, igreja e gerações. Certa vez ao participar de um noivado, eu perguntei aos noivos: “hoje a referência espiritual que um tem do outro é a melhor possível. Mas os dois estão preparados para, por exemplo, suportarem a infidelidade conjugal durante o casamento?” Eu não quis levar uma ideia pessimista do matrimônio. Ao contrário, meu objetivo foi despertá-los para uma possível realidade.
2) O casal desconhece o papel de cada um no contexto familiar – como disse anteriormente, depois de casados, e depois da lua-de-mel, e depois dos primeiros meses, aí vem a realidade de uma maneira mais clara e decisiva sob as vistas, meio frustradas, do homem e da mulher. Cada qual procura resolver do seu jeito os problemas que vão surgindo. Algumas vezes até conseguem. Na maioria, entretanto, esses problemas vão se tornando uma “bola de neve” e se juntando a outros grandes problemas. As responsabilidades na vida do marido e da esposa se misturam. Um termina, inconscientemente, assumindo o papel do outro. E para não querer apresentar à igreja uma imagem de derrotados; de que o casamento fracassou, simplesmente se isolam em suas torres de marfim. São casados; são felizes, apenas na aparência. É uma vida de casados de hipocrisia, que, com certeza, não conseguirá ir muito longe. A Bíblia diz claramente que a esposa é a ajudadora do marido, e que este é o cabeça do lar, aquele que responde sabiamente pelas decisões finais. DEUS não casa pessoas e os entrega ao relento. DEUS é Pai zeloso: une e mostra todos os caminhos para a felicidade. Durante o casamento as duas principais ordenanças de DEUS são rompidas: a mulher em ser submissa ao seu marido; e o marido em amar a esposa como Cristo amou a sua igreja. Quebradas essas ordenanças, o casal parece não mais falar a mesma língua, vivem como adversários ou inimigos dentro de uma casa. Recordo-me de uma esposa que tudo que ia fazer em prol do casal perguntava ao marido antes se podia fazer. Ele, por outro lado, tratava-a como princesa. Essa união passou a ser referência na sociedade e se refletiu nos casamentos dos filhos. Cada qual se espelhou em seus pais, sabia bem o que deveria fazer, as responsabilidades de um e de outro, o respeito à Palavra de DEUS. O contrário dessa família também é verdade. Pais que não leem e não cumprem os conselhos de DEUS provavelmente sucumbirão ao fracasso e constituirão gerações também fracassadas.
3) A dificuldade de conviver com as necessidades do outro – cada pessoa possui necessidades emocionais, pessoais (profissionais, sexuais etc.) e espirituais. Mas DEUS planejou para que todas essas necessidades fossem supridas dentro de um contexto familiar. Quando um casal resolve se casar, dificilmente, pensa nas necessidades um do outro, ainda menos, em como supri-las, resultando numa infidelidade. Então, surge, na história do casal, uma “terceira pessoa”, que não necessariamente é um homem ou uma mulher, mas a busca incessante por um projeto pessoal, uma carreira, um sonho etc. Ambos começam a lutar pelos seus sonhos de maneira individual, egoísta, e se afastam imperceptivelmente do sentido da unidade familiar. Muitos dos casos que tenho recebido em palestras e em atendimentos se referem à área sexual. Mas também já vi até filhos se tornarem o motivo desse distanciamento. Alguns vínculos precisam ser construídos durante o casamento: vínculo do respeito, da confiança, do amor e da intimidade. Se algum desses vínculos foi quebrado, precisa urgentemente ser refeito. Não é verdade que, quando se quebra uma vez o vínculo da confiança, é impossível tê-lo outra vez. Com um pouco de esforço, interesse e determinação, é possível, sim, confiar outra vez. A humildade é o ponto de partida disso. Se você ainda tem a possibilidade de refazer os vínculos com o seu cônjuge, não perca mais tempo. Chame-o para uma conversa, seja amável, humilde, diga que está disposta ou disposto em construir uma nova história, deixando as coisas erradas do passado para trás, antes que os problemas se tornem maiores e resultem em uma separação.
Bem, levantei apenas alguns fatores. Vejamos agora alguns conselhos:
1) Nunca perca o sentido da unidade familiar. Embora seja natural que cada um tenha os seus próprios sonhos, mas estes não podem ser um fator desagregador do casal. Eles devem ser partilhados e correspondidos mutuamente;
2)O casal deve participar sempre que puder de congressos e encontros destinados à família. É uma maneira de reciclar, de inovar. A leitura de bons livros da área também ajuda bastante. Deve também passear, viajar, estar juntos em outras circunstâncias.
3)Pense que sempre há solução para os problemas. Algumas vezes as dificuldades se tornam eternas porque não sabemos como lidar com elas. Então, aqui, deixo como alternativas o diálogo, a cumplicidade, a dedicação, a paciência, a amizade e, enfim, o maior de todos, o verdadeiro Amor.
Muitas pessoas dizem que a família é a prioridade maior de suas vidas, mas quando olho para as suas agendas, vejo o quanto isso não é verdade. Há tempo e espaço para tudo, menos para o essencial. Muitos estão correndo atrás do sucesso financeiro e estão com sua família à beira do abismo. A vida familiar tornou-se uma rotina; e DEUS Aquele a quem se busca esporadicamente nos cultos aos domingos, quando se vai. É por isso que o maior companheiro não é o outro, mas a solidão. Sem DEUS o casal não pode chegar a lugar algum. Daí a razão de, no texto de abertura de nosso estudo, o autor falar em um cordão de três dobras, ou seja, a presença de JESUS na vida do casal. A terceira dobra é JESUS solidificando a relação a três. Onde JESUS está não há cordão que se arrebente nem lar que viva em solidão. Ainda que o casal tenha toda a instrução da ciência; dos homens; sem JESUS de nada adianta. Veja o que escreveu o apóstolo Paulo: “Agora permanecem estes três: a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13). Que DEUS nos abençoe!
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Há uma considerável lista de fatores que contribuem para os problemas conjugais, que vão desde dificuldades financeiras até a incompatibilidade de gênios. Entretanto, o que será considerado aqui é a formação de apego afetivo.
Desde bem pequenos os seres humanos têm a necessidade de cuidados por parte de outrem. Durante o período de formação da personalidade existem algumas circunstâncias fundamentais a serem desenvolvidas. O vínculo afetivo é um elemento primordial nesta categoria. Ele é básico. Do latim, vinculum: atadura, laço, aquilo que une.
Estudos conceituam o vínculo afetivo como sendo fundamental para as relações humanas. Alguns psicólogos acreditam que deve ocorrer algum relacionamento logo no início da vida da criança se quiser que ela forme, mais tarde, vínculos significativos.
O que tem se tornado presente durante a estruturação da personalidade infantil são os contatos superficiais, cuja preocupação localiza-se em prover a criança com alimentos, moradia e escola. Todavia, são insuficientes. E, ainda, muitas mudanças geográficas e/ou trocas constantes de cuidadores dificultam a formação do vínculo.
Posteriormente, na vida adulta, muitos obstáculos nas relações humanas relacionam-se a esta precariedade de vínculo. As pessoas não conseguem perceber este tipo de deficiência em seus relacionamentos. Focalizam os problemas em outras questões, ou ainda, preferem nem tocar no assunto. Há casos em que ignoram a possibilidade de lançar mão de uma psicoterapia.
Entretanto, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil.
Nestes casos, especificamente, onde houve uma deficiência na formação de vínculo na infância e as decorrências comprometem os relacionamentos subseqüentes, daremos o nome de Síndrome do Comportamento de Hospedagem ou SCH.
No relacionamento de um casal onde há a presença da SCH, quando entra na rotina da convivência, faz surgir um novo tipo de comportamento. A pessoa age, inconscientemente, de forma semelhante a um hóspede dentro de sua casa. Realiza as suas atividades comuns. No entanto, a sua forma de ser apresenta frieza, ocasionada pelo distanciamento.
Aos poucos, vai agindo como se estivesse hospedada na casa, cumprindo com alguns papéis pertinentes, todavia, trata as questões, antes parcimoniosas, de forma independente.
Deixa as responsabilidades, sobretudo as domésticas, para o outro cuidar. Onde havia uma atmosfera de cordialidade e doçura, passa a existir um espectro de isolamento e pesar. O outro vai percebendo esta diferença e acaba por se sentir, pouco a pouco, só. A sensação deste isolamento origina-se na forma pela qual a ausência do vínculo se manifesta nesta relação.
As discussões passam a existir com uma freqüência crescente. Os conflitos podem surgir e avoluma-se no processo bola-de-neve. A pouca consciência a respeito da SCH provoca a discórdia entre o casal, atingindo quem estiver por perto nesta convivência, via de regra, os filhos. Lembranças e cobranças de como a vida conjugal era boa anteriormente são lançadas no calor das discussões. Isto faz aquecer ainda mais o desentendimento. Esta é uma situação estressante para o casal, podendo levar os seus envolvidos à depressão e outros males, além da separação.
Este comportamento reflete o quanto o seu portador, inconscientemente, procura manter distância afetiva do outro para que não haja envolvimento.
Por se tratar de uma síndrome enraizada na formação vincular faz-se necessária uma avaliação psicológica. Além de indicar tratamento através de profissional especializado nas relações familiares, objetivando as mudanças terapêuticas necessárias.
Não raro, crê-se que a síndrome nasceu dentro do relacionamento. Todavia, ela foi desencadeada, apenas, durante o convívio. A pessoa não enxerga o problema já antigo. É possível comparar relações anteriores a atual e sentir que há algo semelhante nelas.
Contudo, é insuficiente para aceitar a síndrome e o seu tratamento. O jogo de culpa é apenas um instrumento para se defender, na tentativa de diminuir as péssimas sensações diárias. De nada adianta. Só aproxima o casal da separação. Separar, por sua vez, traz de volta o estado de isolamento requerido pela síndrome.
Buscar ajuda especializada é o remédio para este mal. Crer numa solução de poucos recursos como o esperar o tempo como agente de mudanças é dar oportunidade para que se instale a piora da SCH. Uma boa avaliação psicológica pode dar novos rumos às vidas das pessoas que pretendem o convívio.
Dialogar, e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.
Cuidar da questão, alterando o comportamento de hospedagem para o de comprometimento afetivo em conjunto permite existir a unidade fundamental das relações conjugais: a dependência equilibrada e necessária do vínculo. Vale a pena lutar com vontade, ajuda e conhecimento.
Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo e psicoterapeuta.
Desenvolve treinamentos organizacionais e palestras com Psicologia Preventiva
e eventos educacionai
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“Beijados serão os lábios do que responde com honestidade”
Provérbios 24:26
Honestidade no casamento é ser sincero e verdadeiro em todos os momentos da vida. A desonestidade e o engano podem destruir o tecido famíliar. Uma frase fingida às vezes pode parecer doce ao paladar, mas as palavras mentirosas acabam queimando no estômago como comida deteriorada até fazê-lo vomitar.
Quando você tiver que tomar uma decisão entre falar a verdade ou mentir, compare cuidadosamente os benefícios da honestidade com as conseqüências do engano.
A mentira é uma arma do mau que nos priva do mais importante relacionamento que temos que é a nossa família. Para isso é preciso empreender esforços para que a mentira seja banida do relacionamento familiar.
Uma meia verdade é pior do que uma mentira. A mentira vai roendo o tecido familiar. É evidente que a verdade sempre triunfará. A maior mentira que o diabo inventou é que os discípulos roubaram o corpo de Jesus Cristo e que a ressureição era uma farsa.
Essa foi uma das maiores mentiras inventadas pelo diabo. Jesus disse que o diabo é o pai da mentira.(Joao 8:32 ) No entanto a ressureição de Cristo, a grande verdade do universo, não pode ser encoberta. A verdade sempre triunfará.
Lembre-se! Sempre a verdade. Doa como doer. Nada é mais importante do que ser verdadeiro em todos os momentos da vida. Seja verdadeiro, fale a verdade, cante a verdade e experimente a grande liberdade patrocinada por Cristo na cruz ( E conhecereis a verdade.... João 8:32)
Viver a verdade implica em andar com honestidade. Viver uma vida honesta é uma das características de quem é verdadeiro. Se teus lábios são mentirosos, seu caminhar é falso. Se teus lábios amam a verdade eles serão beijados, ou seja, o respeito e a admiração das pessoas com quem você convive serão à força de tua vida, a mola propulsora do teu ânimo. A motivação de tua vida.
A honestidade nos relacionamentos precisa ser examinada para prover sabedoria e apoio para assegurar força e estabilidade. Ter firmeza positiva internamente cria um oásis de recursos espirituais, dando segurança para nos basearmos na nossa auto estima.
Honestidade é falar aquilo que se pensa e fazer aquilo que se fala. Não pode haver discrepâncias em pensamentos, palavras ou ações. Tal integração provê clareza e exemplo para outros. Alguns pensam: “eu sou honesto, mas ninguëm me entende”.
Isso não é ser honesto. A honestidade é tão nítida quanto um diamante sem falhas que jamais pode permanecer escondido. O valor torna-se visível nas ações das pessoas.
Apenas isso... Seja honesto (a).
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Nós somos aquilo que pensamos. O livro de provérbios nos ensina: "Como imagina em sua alma assim é". A importância de lerem a Bíblia irá contribuir para o crescimento espiritual de ambos.
Nada sistemático, para que a leitura não fique danificada pela obrigação. De comum acordo, em momentos especiais, ambos devem envolver-se com a palavra de Deus de forma responsável. Com alguns minutos de leitura bíblica diária, vocês irão adquirir novas perspectivas.
Informação e inspiração farão com que vocês melhorem em muito a vida espiritual. Ficarão amadurecidos na fé e mais vigilantes quanto às falhas e erros tão comuns no relacionamento por falta de vigilância e maturidade emocional.Vão a uma biblioteca, ou um sebo... Percorram as prateleiras até encontrarem um livro que vocês dois gostem. Redescubram o prazer proporcionado pela leitura. Vocês irão descobrir preciosos tesouros, romances, histórias, suspenses, clássicos da literatura que em muito contribuirão para aprimorar o relacionamento.
"O prazer proporcionado pela leitura é dobrado quando temos alguém com quem compartilhar os mesmos livros" - Katherine Mansfield
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Meu Casamento Está Fracassando, Já Pensei Em Suicídio, Me Ajude.
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Pergunta
Queria um aconselhamento espiritual por parte de sua pessoa entrei em um site evangélico sobre estudos bíblicos a procura de uma orientação para que consiga uma resposta para minha situação de vida. Casei com 22 anos de idade sem amar minha esposa, simplesmente pelo fato de poder sair de casa, pois meus pais eram muitos duros na educação e para não sair de casa e magoá-los resolvi casar para conseguir esta "liberdade". Fui criado em um lar evangélico, e hoje não freqüento mais. Estou enfrentando lutas imensas para voltar a minha igreja. Tenho esposa (quando casei já tinha esta menina na qual assumi como minha filha também, e que aliás é uma benção de menina, vai a igreja sempre). Hoje, pastor, olho para minha esposa e fico decepcionado, brigamos por causa dos filhos que as vezes não a respeita muito. O que eu faço? Me orienta através de passagens bíblicas, livros ou alguma coisa neste sentido. Tenho vontade de morrer, me sinto como um soldado cansado da batalha, já parei no meu caminho. Devo terminar o casamento? O que eu faço? Não quero ver meus filhos sofrendo como estão! Me ajuda, pelo amor de Deus.
Resposta
Não se pode negar que você deu um passo errado. O primeiro erro foi desejar livrar-se da submissão aos pais por causa da rígida disciplina. Estou convicto de que seus pais lhe indicavam o caminho das verdades bíblicas, a verdade do evangelho. Na verdade, você está colhendo o que semeou. É a lei da semeadura e da colheita.
Mas não está tudo perdido. Jesus lhe faz um convite e promete alívio: "Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei" (Mt 11.18). É preciso que você creia firmemente nessa promessa. Ele lhe promete alívio. A liberdade pretendida não lhe trouxe alívio; trouxe-lhe peso.
Não creio que você em algum momento tenha se convertido verdadeiramente e aceitado Jesus como Senhor e Salvador pessoal. Talvez você tenha freqüentado por algum tempo uma congregação evangélica apenas para satisfazer ou agradar seus pais. Nem sempre os filhos de pais crentes são crentes.
Há solução? Há. A solução é Jesus. Aconselho você a fazer o seguinte: a) retornar a Cristo, sinceramente. Busque uma igreja evangélica (cuidado com as seitas que pregam um outro evangelho, ou com os falsos mestres interessados em dinheiro) e congregue-se. Seria bom que fosse na igreja onde sua filha já está; b) ouça com atenção e fé o sermão que for ministrado; c) por ocasião do convite, vá ao primeiro impulso à frente e afirme que deseja entregar a sua vida ao Senhor Jesus; d) na primeira oportunidade, fale com seu pastor sobre seu problema. Há igrejas que dispõem de psicólogos e conselheiros para casais. Seria muito útil se você e sua esposa participassem de "encontro de casais". Informe-se se há na sua igreja, ou em outra, e participe. e) passe a freqüentar a igreja com sua filha, e firme com ela um compromisso de orarem pela conversão de sua esposa e pela paz na família; f) leia com freqüência a Bíblia; g) finalmente, ore todos os dias entregando sua vida aos cuidados do Senhor e pedindo-Lhe uma mudança no atual quadro.
Tire imediatamente de sua mente a idéia de morrer. Para que você fale do amor de Deus a sua mulher e a seus filhos é preciso primeiramente você receber a Cristo e deixar que o Espírito Santo trabalhe. Por amor a Cristo e aos seus filhos, continue com o casamento; continue fiel à sua mulher. Leia os Salmos 23; 37.3-8. Se faz tempo que não lê a Bíblia, comece pelo Evangelho segundo S. João.
A solução é Jesus. Confie Nele. Tenho certeza de que Ele mudará a situação. Ao final desta mensagem farei uma oração a seu favor. Desejo receber notícias.
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Quando fizer um voto, cumpra-o... Eclesiastes 5:4
Essa frase é bem conhecida, pois ela faz parte da liturgia do ritual do matrimonio. Milhares de casais todas as semanas em várias partes do mundo Ocidental fizeram ou estarão fazendo votos de amor um ao outro diante de um ministro cristão num dia especial.
Não são todos que compreendem as implicações dessa frase na vida conjugal, pois não aprendem a superar os obstáculos que surgem na construção de um relacionamento.
A vida conjugal é feita de momentos. Na hora em que é feito esse voto “na alegria ou na tristeza” é pronunciada pelos conjuges, o casal não se apercebe das implicações dessas juras de amor, até que sejam provados pelos momentos da adversidade das circunstâncias hostis que estiverem vivendo.
Momentos são partículas do tempo que deixam na estrada da decisão, a história de um relacionamento que ficará como legado a família do casal entre aos quais os filhos serão os herdeiros. Portanto, é necessário que marido e mulher aprenda a superar os momentos difíceis pois o resultado dessa conquista é a felicidade familiar.
Os compromissos feitos num casamento sedimentam a união. Os casais que tomam consciência dos votos que fazem diante de Deus, experimentarão “laços de aço”, que “amarram” fortemente a união, forjados pelo calor das crises.
É importante salientar que: as crises acontecem em qualquer relacionamento. Nesses momentos conflituosos em um relacionamento o bom senso deve prevalecer. O homem e a mulher devem sempre fazer a si mesmos a seguinte pergunta:
“Isto que vou fazer, dizer ou pensar vai nos unir mais ou nos separar? Como disse o poeta : "Nesta vida temos três professores importantes: o 'Momento Feliz', o 'Momento Triste' e o 'Momento Difícil'. O 'Momento Feliz' mostra o que não precisamos mudar.
O 'Momento Triste' mostra o que precisamos mudar. O 'Momento Difícil' mostra que somos capazes de superar." Mario Quintana.
Nao existe a pessoa certa... Eu tenho que ser a pessoa certa.
Pedro Luiz Almeida
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Nós somos aquilo que pensamos. O livro de provérbios nos ensina: "Como imagina em sua alma assim é". A importância de lerem a Bíblia irá contribuir para o crescimento espiritual de ambos.
Nada sistemático, para que a leitura não fique danificada pela obrigação. De comum acordo, em momentos especiais, ambos devem envolver-se com a palavra de Deus de forma responsável. Com alguns minutos de leitura bíblica diária, vocês irão adquirir novas perspectivas.
Informação e inspiração farão com que vocês melhorem em muito a vida espiritual. Ficarão amadurecidos na fé e mais vigilantes quanto às falhas e erros tão comuns no relacionamento por falta de vigilância e maturidade emocional.Vão a uma biblioteca, ou um sebo... Percorram as prateleiras até encontrarem um livro que vocês dois gostem. Redescubram o prazer proporcionado pela leitura. Vocês irão descobrir preciosos tesouros, romances, histórias, suspenses, clássicos da literatura que em muito contribuirão para aprimorar o relacionamento.
"O prazer proporcionado pela leitura é dobrado quando temos alguém com quem compartilhar os mesmos livros" - Katherine Mansfield
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Os Propositos de DEUS para a Família
Texto básico- Gênesis 1:27-28
"Então Deus os abençoou e disse: Façamos o homem á nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra... Frutificai, multiplicai-vos e enchei a terra." Gênesis 1.26-28.
INTRODUÇÃO
Deus tem propósitos para a família. Foi a primeira instituição sobre a face da terra; Ele têm planos extraordinários de bênçãos e realizações.
Nestes versículos encontramos pelo menos três propósitos de Deus para a família, os quais são:
1 - REFLETIR A IMAGEM DE DEUS
Ao implantar a família sobre a terra, Deus queria que o Seu caráter santo fosse refletido através da vivência harmoniosa entre os cônjuges, filhos e pais, em um ambiente onde o amor, que é a essência do caráter de Deus, fosse vivenciado. O objetivo Divino é que a família seja uma grande vitrine espelhada, a qual possa refletir À Sua imagem a uma sociedade promíscua e divorciada dos verdadeiros valores que devem reger a vida familiar.
Marido e mulher devem mostrar ao mundo que é possível viverem juntos, apesar de sua imperfeições, fraquezas e diferenças. Casamento não significa a união de duas pessoas perfeitas, mas imperfeitas , vivendo juntas com o amor de Deus aperfeiçoando o seu relacionamento, através do entendimento e perdão recíproco.
Portanto, não existe casamento perfeito. Relacionamentos são aperfeiçoados pela disciplina mútua, e obediência a Deus. Quando o marido e a mulher procuram desenvolver princípios, o propósito de Deus se cumpre. Quanto mais o marido se entrega para a esposa, quanto mais a esposa se entrega para o marido, mais felizes eles são. Que coisa maravilhosa! Então não pode haver reservas no coração da esposa, não pode haver reservas psiquicas no reserva mental, e nem reserva econômica, um se entrega para o outro totalmente e os dois se entregam nas mãos de Deus. O sucesso começa dentro de casa, pois um casal só é feliz na medida exata em que um se entrega para o outro, e ambos para Deus.
2 - REPRODUZIR UMA HEREDITARIEDADE DIVINA
" Os filhos são dados ao casal não somente para alegrar seus corações, mas para que sejam reproduções da imagem divina".
Devem ser anjos andando pelas ruas onde moramos. Uma parte da Bíblia onde muitos saltam quando lêem são as genealogias. Porque essa relação fulano gerou sicrano...sicrano gerou beltrano...porque isso está na Bíblia? Isso está na Bíblia porque Deus quer que meu filho seja um filho de Deus, que o meu neto seja um filho de Deus. Ele quer que a minha descendência seja abençoada e que a benção se perpetue na minha posteridade.
"Bem aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer! A sua descendência será poderosa na terra ("Sal. 112.1-2).
"Eis que os filhos são herança da parte do Senhor e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão dum homem valente, assim são os filhos da mocidade."(Sal. 127.2-4).
3 - A FAMÍLIA E O DOMINIO SOBRE A TERRA.
Quando um crime é executado nas ruas, podemos ter a certeza que o criminoso é resultado de um lar que falhou no passado.
Que a família domine em todos os aspectos da vida, que imprima ritmo a uma vivência sadia que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus e que revele ao mundo os verdadeiros valores morais que estão cada vez mais deteriorados em nossos dias.
O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não trincheira do diabo. Quando há um crime na rua, fique sabendo que aquele criminoso é resultado dum lar que falhou lá atrás. É preciso que o lar domine, que a família lidere em todos os aspectos sociais, que imprima ritmo a uma vivência sadia, que divulgue através do seu testemunho a grandeza de Deus. Que mostre ao mundo os verdadeiros valores que estão se deteriorando cada dia mais. Que proclame ao mundo que servir a Deus é a melhor coisa do mundo.
A promiscuidade deve ser condenada, conceitos errados tem que cada dia mais diminuir pelo comportamento sadio de uma família que serve a Deus. O mundo tem que aprender com a família de Deus e nunca ao contrário. Conceitos que desprezam a palavra de Deus devem ser condenados pela família, mesmo porque qualquer comunidade que despreze os princípios bíblicos, a tendência é o apodrecimento. As pessoas desejam a felicidade. Almejam o sucesso. Eu conheço muitas famílias de sucesso que não são felizes mas também conheço muitas famílias que ainda não conseguiram realizar todos os seus sonhos, mas são imensamente felizes, isto porque há, sucesso e felicidade não são palavras sinônimas. Felicidade é um sentimento de bem estar consigo mesmo e sua consciência pela vida plena encontrada em Jesus Cristo. Sucesso é objetivos que são alcançados e almejados. Portanto, voce pode ser feliz sem ter sucesso, e pode ter sucesso sem ser feliz. Deus quer que voce seja feliz e tenha muito sucesso.
"O lar deve ser a fortaleza de Deus para dominar a terra e não a trincheira do diabo."
"A FAMÍLIA É UM UNIVERSO ABRANGENTE, MISTERIOSO, CHEIO DE EMOÇÕES FORTES, DE SONHOS E FRUSTRAÇÕES, ONDE O PERDÃO DEVE HABITAR. UM PARAÍSO SECRETO, ONDE OS ACONTECIMENTOS TOMAM COR, UM LUGAR CELESTIAL ONDE DEUS QUER ESTAR, FAZENDO COM QUE SEUS PROPÓSITOS ETERNOS SEJAM REALIZADOS."
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Deus criou o relacionamento conjugal
- Uma relação única na experiência humana - Não há nenhum outro relacionamento tão íntimo e gratificante.
- O casamento nos obriga a viver com outra pessoa na mais íntima união conhecida pela humanidade.
- Essa intimidade pode ser intimidante. Somos obrigados a revelar o nosso verdadeiro eu, muitas vezes com medo de sermos rejeitados.
- Uma vez que vencemos o medo da transparência, descobrimos que não existe relação mais maravilhosa e prazerosa.
- Nessa união divina, temos a oportunidade de perdoar e amar como Deus nos ama.
- Perdoar é uma escolha!
- O perdão é maior prova de amor no casamento.
- O perdão dá oportunidade ao outro de ser hoje quem não era ontem.
- Perdoar liberta tanto o ofensor quanto o ofendido.
Você se lembra da história da prostituta arrependida que banhava os pés de Jesus com as suas lágrimas e enxugou-os com seus cabelos (Lucas 7.36-50)? Depois que ela realizou esse ato de respeito e amor, Jesus contou a história de dois homens que deviam dinheiro a um mesmo credor. Um devia 500 denários, e o outro apenas 50. A história revela muita coisa.
- A dívida do primeiro era enorme, impagável, não havia nenhuma possibilidade dele quitar a dívida.
- O único meio de o devedor ser livre da dívida, era receber o perdão do credor. O credor, graciosamente, tinha que cancelar a dívida.
Ao contar a história, Jesus fez a seguinte pergunta: "Qual dos homens será mais agradecido ao credor?" A resposta é óbvia - aquele que foi perdoado da maior quantia. Perdão gera o amor na sua forma mais plena. Quem muito é perdoado, muito ama.
- Devemos perdoar ainda que os erros sejam repetitivos (Mateus 18.19-21).
- Perdão generoso, ainda que ajam faltas reincidentes, gera amor profundo e duradouro.
- Perdoar “setenta vezes sete” significa perdoar sempre.
- No casamento, determinadas infrações serão repetitivas - conte com isso!
- Alguns casam com uma lista pronta das coisas que seu cônjuge tem que fazer ou não fazer. As exigências podem levar o outro à borda da insanidade.
- Cada pessoa tem seus hábitos, alguns irritantes, que mesmo depois de casados, são persistentes, não importa o que o outro diga ou faça!
- Perdoar é essencial para o crescimento, amadurecimento e mudança do relacionamento.
- Não contabilize erros, perdoe imediatamente (Efésios 4.26,27).
Todo casal deveria ter Efésios 4.26 gravado numa placa bem visível acima da cama: "Não deixe o sol se por, enquanto você ainda está zangado." Ou parafraseando: "Perdoe ou perca o sono!" A mensagem é clara - não durma até esclarecer tudo o que tem prejudicado o seu relacionamento durante o dia. O fluxo de adrenalina que alimenta a raiva os manterá acordado.
Quem adia ou deixa o perdão:
- Permite que o desejo de perdoar acabe.
- Permite que o coração endureça e permaneça fechado.
- Permite que os afazeres do dia a dia impeçam a reconciliação.
- Permite que interferências negativas.
- Permite a ação do diabo.
Quem não conversa e perdoa rapidamente - especialmente antes de o dia terminar faz dívidas enormes e em longo prazo. Ou você paga suas contas ou as faz em curto prazo ou pagará um juros altíssimo pela sua teimosia.
- Não permite os avanços do outro.
- A sua relutância acaba por incomodar o seu cônjuge que também se recusa a perguntar o que está acontecendo.
- O outro simplesmente se vira e dorme.
- Você não entende como o outro não se dá conta do que fez e fica mais zangado.
- A calma e “cara de pau” do outro é irritante.
- Você luta para conseguir dormir. Sua raiva cresce cada vez que você ouve o ronco.
- No dia seguinte você acorda sentindo-se mal. A raiva não resolvida torna-se um ponto de apoio para o grande destruidor das famílias.
- Ao deixar de lidar com as ofensas, você deixa de agir sobre um princípio divino para agir sobre um princípio satânico.
- O perdão sara, fortalece, e amadurece a união conjugal!
- O casamento é diferente de qualquer outro relacionamento.
- Só no casamento podemos ser forjados em uma emocional e espiritual união física.
- Falta de perdão interrompe essa unidade em todos os níveis
- Falta de perdão perturba a unidade emocional.
- Pior de tudo, rompe sua unidade espiritual.
- Vocês vão parar de ler a Bíblia e orar juntos, ou praticarão as devoções como hipócritas, fingindo estar tudo bem - quando não está!
- Jesus advertiu-nos para não oferecer oferta no altar, quando houver algo entre nós (Mateus 5.23-24).
- Paulo nos instrui a examinar a nós mesmos antes de celebrar a ceia do Senhor (I Coríntios 11.27-29).
- Esse autoexame inclui os relacionamentos horizontais em especial a relação do casamento.
- Se seu casamento está em desordem, a sua capacidade de desenvolver-se espiritualmente está em perigo.
- Leia Pedro 3:1-7. O que Pedro 3.7 afirma?
- Quando o casal não se compreende e obedece a Palavra, suas orações são impedidas.
- A unidade do casamento depende de cada parceiro. Eles perdoam continuamente para restabelecer a sua relação única.
- O ato de perdoar faz o casal experimentar a graça de Deus enquanto dá um ao outro o que Deus tem graciosamente dado a cada um.
- Perdoar é a única maneira de manter a saúde e a unidade da relação.
- Aprendendo a se apaixonar de novo – a arte de manter um bom casamento!
- Quando você se casou sua primeira emoção falou mais alto.
- Tudo culminou com uma lua de mel maravilhosa.
- Romance, paixão, celebração e prazer.
- Você estava certo de que nada poderia ficar entre você e seu cônjuge.
- O romance manteve as suas emoções alteradas e o amor superou os desentendimentos, a raiva, e a dor.
- Ora, se a paixão e romance eram mais fortes do que as dificuldades.
Está claro o que precisamos fazer?
- Mantenha acesa a chama do amor. O desejo de amar deve ser mais forte do que qualquer desentendimento.
- Aprenda a perdoar e buscar a cura emocional.
- Cuidado para que expectativas irreais do casamento o façam vulnerável.
- Não espere o romance continue como se fosse uma febre - a paixão existe - mas ela vem e vai.
- Quem não é capaz de perdoar e renovar o amor fará com que o casamento torne-se emocionalmente falido, emocionalmente morto.
- A maioria dos casamentos pode sobreviver a uma grande dose de estresse externo, mas poucos casamentos sobrevivem à morte emocional.
- Perdão, reconciliação e luta pela unidade são essenciais para a manutenção de um relacionamento emocional saudável.
- Confrontar-se com cuidado e carinho.
- Casamento exige uma relação de responsabilidade diante de Deus e do homem.
- O desejo de enfrentar um ao outro pode ser a nossa primeira linha de defesa, mas além de nos afastar um do outro, nos afastará de Deus.
- Quando um dos cônjuges nota que o outro está negligenciando as disciplinas espirituais deve motivar a mudança com delicadeza e doçura.
- Mas nunca use Deus e a Bíblia como uma marreta.
- A impaciência e a o “pavio curto” são sinais que a vida espiritual está ficando em segundo plano.
- Confronte com sensibilidade e sabedoria (Salmos 51.17, 34.18, Tiago 4.6-10).
- Não evite a confrontação quando alguma coisa que vai mal precisa ser abordada (Hebreus 3.9-13).
- Quem ama não permanece em silêncio quando o outro vive um padrão autodestrutivo ou prejudicial a sua família, ou a causa de Cristo.
- A reconciliação é OBRIGATÓRIA!
- O perdão é necessário em todos os nossos relacionamentos - mas o confronto e reconciliação dependem das circunstâncias e do agir do Espírito Santo.
- O casamento é a exceção. Deus ordenou a unidade do relacionamento conjugal. Ele exige que os maridos e as esposas não apenas perdoem uns aos outros, mas também tomem todas as medidas necessárias para assegurar a reconciliação!
- Em muitos relacionamentos, pode haver uma lacuna entre o perdão e a reconciliação.
- Pode haver intervalos naturais de separação. São lacunas do tempo que nos proporcionam a oportunidade de colocar nossas emoções sob controle e gastar tempo meditando sobre o assunto para receber o toque do Espírito Santo que nos levará em direção à reconciliação.
- No casamento há exigências diferentes!
- O casamento envolve viver juntos para sempre.
- I Coríntios 7.1-5 nos ensina a viver juntos e partilhar unidade física juntos em uma base regular para evitar a tentação, só abstendo-se de união por curtos períodos de tempo e apenas para o jejum e oração; e assim mesmo se os cônjuges estão de acordo.
- O casamento não é um relacionamento casual.
- Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que haja paz entre nós (I Pedro 3.11).
- É preciso cultivar uma relação que reflita o tipo de inquebrável, união de amor que existe entre Cristo e Sua Igreja (Efésios 5.30-32).
- No casamento, a reconciliação significa estar continuamente empenhado em proximidade, união e parceria divina.
- Haverá ocasiões quando você precisa de espaço para lidar com conflitos interiores - mas, apenas o tempo suficiente para a questão ser resolvida.
- Deus ordena que os casados se reconciliem - Faça o que for preciso para que o seu casamento se mantenha forte e saudável.
- Siga a sua verdade - não as SUAS emoções!
- PERDÃO - Um modelo para os seus filhos.
- Seus filhos vão conviver com um mundo hostil. Relacionar-se é dolorido. Se eles não aprenderem a perdoar terão dificuldades irremediáveis.
- Um dos melhores presentes que você pode dar aos seus filhos é o espírito perdoador que você exemplifica e ensina.
- O casamento nos dá oportunidades diárias para incentivar e exemplificar perdão.
- Use a rivalidade entre irmãos para ajudá-los o que não significa manter um registro dos erros cometidos.
- Exija que eles peçam e recebam perdão.
- Podem fazê-lo de má vontade, mas aprenderão o que fazer em situações de conflito.
Conclusões:
- Aplicar essas verdades no meio das escaramuças das crianças é essencial, porém seu impacto é quase nada diante do seu exemplo como casal.
- Seus filhos precisam ver que vocês se amam o suficiente para perdoar sempre.
- Ao perdoar, seus filhos terão confiança e segurança para confessar erros e perdoar.
- A disposição de perdoar seu cônjuge torna-se uma ancora estável para o seu lar.
- Perdão e reconciliação são testados ao máximo entre marido e mulher.
- Confronto terá de ser abordado com o máximo cuidado.
- Não faça questão de estar certo, é a reconciliação que deve ser buscada e alcançada em sua totalidade.
- Faça o que a Bíblia diz! Confie em Deus e você vai vê-lo trabalhar
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Quais os primeiros sintomas comuns de uma crise no casamento?
- Ausência de diálogo, silêncio
2.Constantes discussões
3. Cobrança e apontar erros
4. Desprazer da vida sexual
Dizem que a primeira crise séria do casamento vem depois do nascimento dos filhos, vc concorda?
Não. Na maioria das vezes a gravidez já é uma tentativa de chamar atenção e solucionar a crise.
Por que o nascimento dos filhos quase sempre traz uma mudança negativa para a vida do casal?
A mulher passa dar quase toda a atenção ao filho; toda mulher é preocupada por natureza. Além disso, a criança exige muito tempo e trabalho. Ainda tem os 40 dias de resguardo. Logo, o marido perde a atenção principal da mulher, não faz sexo por causa do resguardo e o cansaço da mulher e a constante preocupação da mulher com a criança, irrita o marido.
Como se precipitar às crises conjugais?
O Titanic afundou por várias razões. No entanto, a principal foi que seu capitão não ouviu os seis sinais de alerta que dizima que as águas ao norte estavam geladas e que havia icebergs. Ele teimosamente não mudou o rumo para o sul nem diminuiu a velocidade.
A vida emite sinais de alerta o tempo todo: Ultrapassar o limite do cartão de crédito ou usar o cheque especial - sinal de endividamento; o carro que não pega pela manhã e precisa ser empurrado - sinal de que ele vai nos deixar no meio da estrada. A febre - nos diz que temos uma infecção; a dor - nos avisa que alguma coisa está errada com o corpo.
A crise no casamento é até certo ponto benéfica. Ela nos avisa que algo está errado e que o rumo precisa ser corrigido. Quem dá atenção aos sinais e corrige a trajetória, viverá feliz para sempre. O casamento acaba por causa da teimosia em fazer as coisas do mesmo jeito, não mudar o rumo. Não podemos fazer sempre a mesma coisa e esperar resultado diferente.
Em meio à crise, quais as opções práticas para tentar amenizar os problemas?
A maioria dos brasileiros não sabe conversar sem agredir. O casamento que sobrevive à crise é aquele que não briga um com o outro, mas agride o problema. A família perfeita não é aquela que não tem problemas, mas aquela que aprende a resolver os problemas. A família perfeita é imperfeita.
Nunca diga: ''Você me magoou!'' Diga, ''estou magoado'', assim dá para iniciar o diálogo e solucionar a questão.
Quem deve tomar a primeira atitude?
Melhor nunca magoar, pois o marido-esposa magoado é mais difícil de conquistar do que uma fortaleza. Geralmente quem toma a iniciativa é o mais humilde. Mas quando somente um toma a iniciativa da reconciliação, o outro vai casando e acaba por deixar pra lá. Os problemas vão se represando e acabam por virar uma barragem para que o rio do amor possa correr livremente, regando a terra do coração.
Cite alguns conselhos que todo casal deve adotar para ter uma vida conjugal saudável.
- Nunca se endivide. Tudo o que é barato, por mais barato que seja, se você não precisa é caro.
- Não deixe acabar o diálogo. No namoro, o casal conversa horas no portão ou pelo telefone. Não responda com monossílabos - sim! Não! To! Ta! Vou! É!
- Não deixe acabar o romantismo. Não basta acender a fogueira tem que colocar lenha para o fogo continuar a arder.
- Não esqueça as datas especiais.
- Não canse de dizer; ''Eu te Amo!''
- Tenha uma vida sexual ativa.
- Tem que ficar claro que a esposa-marido e os filhos estão em primeiro lugar.
- Aprenda a perdoar. Não exija a perfeição que você não tem.
- Não trabalhe demais. Tire, pelo menos, um dia por semana. Faça ''breaks'' de três em três meses. Tire férias. O diabo não tira férias, mas vive no inferno.
- Cultive a espiritualidade.
Quando o divorcio é inevitável, de acordo com a sua opinião?
Ninguém pode casar já pensando no divórcio. Que assim faz terá grande possibilidade de divorciar-se.
A meta do relacionamento nunca foi e nunca será a destruição ou extinção da família, mas o saneamento e a purificação das relações que existem entre os seres humanos. As oportunidades aparecem quando os obstáculos são superados; problemas são eliminados abrindo caminhos para o entendimento, a maturidade e o crescimento. O relacionamento deve evoluir e transformar-se, e não deteriorar-se. Tudo isso para você poder viver plena e abundantemente a experiência do amor. O amor atravessa barreiras, une extremos e transforma tudo pôr onde passa; guiado pôr ele, você supera dificuldades, vence limitações, ultrapassa conflitos e alcança aquilo que julgava impossível.
O divórcio só pode acontecer quando todas as possibilidades de reconciliação acabaram ou em casos extremos onde a agressão, a falta de respeito, a infidelidade, o medo, a desonestidade, o vicio, imperam.
Após o divorcio, como lidar com os filhos?
No divórcio não há vencedores, somente perdedores. Os filhos são os maiores perdedores.
- Não fale mal um do outro para os filhos. Não procure justificar denegrindo o outro.
- Seja sincero, enalteça as qualidades do outro para os filhos. Eles precisam tanto de você como do outro.
- Quando estiverem juntos não briguem.
- Não compre os filhos com presentes, o que eles precisam é de sua presença.
- Não justifique o divórcio. Diga que você errou. Assuma as conseqüências do seu ato.
Quais os fatores fundamentais para o sucesso de um casamento?
Um relacionamento que dá certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias. Quem age motivado pela ira, mentira, amargura, irritabilidade e infidelidade, jamais é feliz. É a paz que alicerça o amor, e não a ira. É a verdade que promove a confiança, e não a mentira. É o perdão que traz a reconciliação, e não a amargura. É a sensibilidade que permite o diálogo, e não a irritabilidade. É a fidelidade que garante que o relacionamento será capaz de durar até a morte, e não a infidelidade. Esquecer estas verdades é um convite ao desastre.
Em quais casos um terapeuta de casais pode ajudar a melhorar o relacionamento?
O terapeuta pode ajudar em todos os casos. Mesmo quando a separação é inevitável, ele pode ajudar a lidar com a mágoa, a perdoar, a continuar vivendo. Quem não aprende a lidar com a dor continuará a construir relacionamentos doentios. Não se pode construir um novo relacionamento deixando assuntos inacabados no passado. Esses assuntos serão como fantasmas assombrando constantemente o presente e inibindo a felicidade futura.
Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: ''Jamais desista'', Editora Vida e ''Transformando lágrimas em vinho'', Editora MK.
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Quais os primeiros sintomas comuns de uma crise no casamento?
- Ausência de diálogo, silêncio
2.Constantes discussões
3. Cobrança e apontar erros
4. Desprazer da vida sexual
Dizem que a primeira crise séria do casamento vem depois do nascimento dos filhos, vc concorda?
Não. Na maioria das vezes a gravidez já é uma tentativa de chamar atenção e solucionar a crise.
Por que o nascimento dos filhos quase sempre traz uma mudança negativa para a vida do casal?
A mulher passa dar quase toda a atenção ao filho; toda mulher é preocupada por natureza. Além disso, a criança exige muito tempo e trabalho. Ainda tem os 40 dias de resguardo. Logo, o marido perde a atenção principal da mulher, não faz sexo por causa do resguardo e o cansaço da mulher e a constante preocupação da mulher com a criança, irrita o marido.
Como se precipitar às crises conjugais?
O Titanic afundou por várias razões. No entanto, a principal foi que seu capitão não ouviu os seis sinais de alerta que dizima que as águas ao norte estavam geladas e que havia icebergs. Ele teimosamente não mudou o rumo para o sul nem diminuiu a velocidade.
A vida emite sinais de alerta o tempo todo: Ultrapassar o limite do cartão de crédito ou usar o cheque especial - sinal de endividamento; o carro que não pega pela manhã e precisa ser empurrado - sinal de que ele vai nos deixar no meio da estrada. A febre - nos diz que temos uma infecção; a dor - nos avisa que alguma coisa está errada com o corpo.
A crise no casamento é até certo ponto benéfica. Ela nos avisa que algo está errado e que o rumo precisa ser corrigido. Quem dá atenção aos sinais e corrige a trajetória, viverá feliz para sempre. O casamento acaba por causa da teimosia em fazer as coisas do mesmo jeito, não mudar o rumo. Não podemos fazer sempre a mesma coisa e esperar resultado diferente.
Em meio à crise, quais as opções práticas para tentar amenizar os problemas?
A maioria dos brasileiros não sabe conversar sem agredir. O casamento que sobrevive à crise é aquele que não briga um com o outro, mas agride o problema. A família perfeita não é aquela que não tem problemas, mas aquela que aprende a resolver os problemas. A família perfeita é imperfeita.
Nunca diga: ''Você me magoou!'' Diga, ''estou magoado'', assim dá para iniciar o diálogo e solucionar a questão.
Quem deve tomar a primeira atitude?
Melhor nunca magoar, pois o marido-esposa magoado é mais difícil de conquistar do que uma fortaleza. Geralmente quem toma a iniciativa é o mais humilde. Mas quando somente um toma a iniciativa da reconciliação, o outro vai casando e acaba por deixar pra lá. Os problemas vão se represando e acabam por virar uma barragem para que o rio do amor possa correr livremente, regando a terra do coração.
Cite alguns conselhos que todo casal deve adotar para ter uma vida conjugal saudável.
- Nunca se endivide. Tudo o que é barato, por mais barato que seja, se você não precisa é caro.
- Não deixe acabar o diálogo. No namoro, o casal conversa horas no portão ou pelo telefone. Não responda com monossílabos - sim! Não! To! Ta! Vou! É!
- Não deixe acabar o romantismo. Não basta acender a fogueira tem que colocar lenha para o fogo continuar a arder.
- Não esqueça as datas especiais.
- Não canse de dizer; ''Eu te Amo!''
- Tenha uma vida sexual ativa.
- Tem que ficar claro que a esposa-marido e os filhos estão em primeiro lugar.
- Aprenda a perdoar. Não exija a perfeição que você não tem.
- Não trabalhe demais. Tire, pelo menos, um dia por semana. Faça ''breaks'' de três em três meses. Tire férias. O diabo não tira férias, mas vive no inferno.
- Cultive a espiritualidade.
Quando o divorcio é inevitável, de acordo com a sua opinião?
Ninguém pode casar já pensando no divórcio. Que assim faz terá grande possibilidade de divorciar-se.
A meta do relacionamento nunca foi e nunca será a destruição ou extinção da família, mas o saneamento e a purificação das relações que existem entre os seres humanos. As oportunidades aparecem quando os obstáculos são superados; problemas são eliminados abrindo caminhos para o entendimento, a maturidade e o crescimento. O relacionamento deve evoluir e transformar-se, e não deteriorar-se. Tudo isso para você poder viver plena e abundantemente a experiência do amor. O amor atravessa barreiras, une extremos e transforma tudo pôr onde passa; guiado pôr ele, você supera dificuldades, vence limitações, ultrapassa conflitos e alcança aquilo que julgava impossível.
O divórcio só pode acontecer quando todas as possibilidades de reconciliação acabaram ou em casos extremos onde a agressão, a falta de respeito, a infidelidade, o medo, a desonestidade, o vicio, imperam.
Após o divorcio, como lidar com os filhos?
No divórcio não há vencedores, somente perdedores. Os filhos são os maiores perdedores.
- Não fale mal um do outro para os filhos. Não procure justificar denegrindo o outro.
- Seja sincero, enalteça as qualidades do outro para os filhos. Eles precisam tanto de você como do outro.
- Quando estiverem juntos não briguem.
- Não compre os filhos com presentes, o que eles precisam é de sua presença.
- Não justifique o divórcio. Diga que você errou. Assuma as conseqüências do seu ato.
Quais os fatores fundamentais para o sucesso de um casamento?
Um relacionamento que dá certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias. Quem age motivado pela ira, mentira, amargura, irritabilidade e infidelidade, jamais é feliz. É a paz que alicerça o amor, e não a ira. É a verdade que promove a confiança, e não a mentira. É o perdão que traz a reconciliação, e não a amargura. É a sensibilidade que permite o diálogo, e não a irritabilidade. É a fidelidade que garante que o relacionamento será capaz de durar até a morte, e não a infidelidade. Esquecer estas verdades é um convite ao desastre.
Em quais casos um terapeuta de casais pode ajudar a melhorar o relacionamento?
O terapeuta pode ajudar em todos os casos. Mesmo quando a separação é inevitável, ele pode ajudar a lidar com a mágoa, a perdoar, a continuar vivendo. Quem não aprende a lidar com a dor continuará a construir relacionamentos doentios. Não se pode construir um novo relacionamento deixando assuntos inacabados no passado. Esses assuntos serão como fantasmas assombrando constantemente o presente e inibindo a felicidade futura.
Silmar Coelho é pastor; doutor em teologia e liderança pela Universidade Oral Roberts, EUA; empresário; terapeuta; conferencista internacional; e escritor de 20 livros, entre eles: ''Jamais desista'', Editora Vida e ''Transformando lágrimas em vinho'', Editora MK.
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"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gênesis 2:24
Ha muitos questionamentos sobre esse tema. Muitos casais querem saber como é o processo de ser uma só carne, outros interpretam apenas como uma alegoria bíblica e poética sem ser propriamente uma doutrina para casados. A verdade que essa afirmação registrada em Genesis 2:24 foi confirmada por Jesus e reafirmada por Paulo aos Efésios 5:22-35. A dificuldade maior em entender esse texto, é porque muitos têm um conceito sobre vida conjugal que estão focados no fato que: experimentar a felicidade conjugal é um estado de ser intenso em função das atitudes da pessoa em corresponder cem por cento de todas as expectativas relacionadas ao casamento.
Todos querem e desejam a pessoa certa, mas não entendem que precisam ser a pessoa certa. Esse texto se refere à construção no processo de ser uma só carne; não A um estado de felicidade perpétuo,isso porque, a simples copulação dentro do conceito de Paulo, já os tornava uma só carne."Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse dois numa só carne." (1Co 6:16).
As interpretações dos sentimentos dos namorados levam a duvidas e questionamentos após o casamento porque muitos pensam que o fato de estar apaixonados é a única razão de estar e permanecerem casados.O que chamamos "estar apaixonado" é um estado de graça onde os olhos são abertos para a beleza física, os ouvidos as melodias e poesias, despertando os sentimentos mais nobres e ao mesmo tempo subordinando nossa sexualidade animal (pelo menos no começo) nesse sentido, o amor vence a luxúria, pois estar apaixonado é bem melhor que a sensualidade do prazer da carne pela carne, como um desejo egoísta e mesquinho.
Nenhum sentimento dura para sempre na sua intensidade. A paixão nos leva ao casamento, como uma ignição que faz movimentar a maquina do desejo de estar sempre com a pessoa escolhida todos os momentos da vida, mas a paixão por si não pode se tornar o motor que vai dirigir a vida conjugal, isso porque, a paixão é apenas um sentimento. Aquela idéia dos finais de filmes "e foram felizes para sempre" estão dizendo algo que provavelmente nunca foi e não será a verdade.
Conhecimentos princípios e hábitos podem durar sempre, mas os sentimentos vão e vem.. O que vem a seguir após a paixão é que vai determinar a ser verdadeiro, mesmo quando deixar de estar apaixonado.Ninguém pode prometer o mesmo sentimento por toda a vida, da mesma forma como não poderia prometer ter dor de cabeça ou fome sempre.A idéia que estar casada é um estado permanente de felicidade não corresponde com a realidade de ninguém. Cumprir a promessa que fiz com pessoa que escolhi para companheira diante de Deus é que começa o processo de tornar-se uma só carne com ela.
Um casal tomava café da manhã no dia em que completavam Bodas de ouro. Como de costume, ela corta o pão, tira o miolo, passa manteiga, e pensa:Sempre deixo ao meu esposo a melhor parte do pão, o miolo. Hoje, no nosso aniversário de casamento, vou eu comer essa parte, pois é a que mais gosto, e darei a ele a casca". Ao oferecer a ele a casca, a reação dele foi de alegria:"Puxa, querida, obrigado por esse presente. A parte do pão que mais gosto de comer é a casca, mas todo o dia deixa voce para que você saboreie o melhor que é o miolo."
Eu creio que esse casal alcançou o objetivo de se tornaram uma só carne.Ser uma só carne é ser e desejar sempre o melhor para a pessoa que eu amo.É o amor que mantém a maquina do casamento ativa; quem suportaria viver a intensidade de uma paixão romântica o resto da vida? O que seria das amizades, do trabalho, do apetite, do sono?Ser uma só carne é aprender a amar, não como mero sentimento fugaz, mas como uma unidade pela graça que os parceiros recebem de Deus de viver com a incoerência do outro. Estar "apaixonado" leva o casal a jurar fidelidade um ao outro; o estar "apaixonado" não passa da ignição que deu partida numa intensa viagem de tornarem-se uma só carne.
Pedro Luiz Almeida
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Alguns acontecimentos estressantes na vida do casal geram crises: adaptação nos primeiros dois anos de casamento, nascimento de filhos, desemprego, enfermidades, interferência constante da família de origem e aposentadoria, entre outros.
Passar por essas crises, é comum à maioria dos casais. Muitos conseguem manter o diálogo aberto e, embora sofrendo com alguma intensidade por causa da crise, resolvem dentro de algum tempo o problema. Entretanto, muitos não obtém o mesmo êxito.
Aí está, então, determinada a diferença entre aqueles que precisam buscar ajuda de terceiro e aqueles que não precisam; sempre que um casal não consegue resolver seus conflitos sozinho, é sinal de que precisa de um mediador, que pode ser um pastor, conselheiro ou psicoterapeuta.
A revista Veja, de 1º de junho de 2005, trouxe um artigo muito interessante sobre esta questão. Ali alguns números estatísticos chamam atenção. Entre eles o de que a maior parte das separações, no Brasil, ocorre aos dois anos de casamento. E também de que, em média, as pessoas levam por 6 anos as brigas e discussões até irem à primeira sessão de terapia.
Ora, é preciso perguntar, quantas pessoas levam seis anos para procurar um médico especialista quando tem sintomas de alguma doença que está aparecendo em seu organismo?
Entre os dados estatísticos está, também, a triste realidade de que nem sempre a terapia funciona. E não funciona mesmo; é possível ver isto com clareza no próprio consultório psicológico. Por quê? Porque buscam ajuda quando o casamento está em estado muito grave.
Tal e qual alguém que procura tratamento para um câncer em estágio avançado – é preciso um milagre e, milagre, só Deus pode fazer.
Que diferença quando atendemos um casal em crise logo nos primeiros meses de casamento! Fica bem mais fácil tratar os desajustes, as mágoas, as diferenças individuais e divergências porque não há acúmulo de desafetos, desrespeito e o amor ainda está forte.
Que diferença, também, quando o casal está comprometido com Deus! Podemos dizer, seguramente, que a maior causa de divórcio entre casais cristãos é por causa da dureza do coração – a Bíblia já diz isto.
Corações endurecidos para ser humilde, reconhecer seus próprios erros, para pedir perdão e perdoar, para saber ceder e reconhecer o valor do outro, para aceitar o outro no seu jeitinho de ser, para dar e receber amor e afeto.
Certamente se os casais cristãos praticassem os ensinamentos bíblicos com veracidade não estaria havendo tantos divórcios no meio evangélico. Certamente se os casais praticassem o amor descrito em 1 Coríntios 13, não haveria tantos divórcios.
Certamente se o Fruto do Espírito, conforme relatado em Gálatas 5.22,23, frutificasse em cada lar cristão, não haveria tantos conflitos, brigas, separações e sofrimento. A dureza do coração que não se quebranta à ação do Espírito, à vontade de Deus e à compreensão do que significa ser uma só carne para o Senhor, nosso Deus, é a causa dos muitos divórcios entre os crentes em Jesus.
É por estas questões que nem mesmo, e nem sempre, a terapia de casal tem pleno êxito. Ela funciona muito bem para aqueles que estão verdadeiramente dispostos a avaliar o casamento e a trabalhar para extirpar os cânceres, as feridas, as dores do relacionamento. E fazer isto requer maturidade espiritual, emocional e psicológica; de submissão ao Espírito.
Elizabete Bifano